Os
dirigentes nacionais do PT se reuniram nessa quinta-feira (20/03), em
Brasília, para avaliar o cenário da disputa eleitoral nos estados. Ao
final do encontro, o Diretório Nacional traçou um quadro com a
perspectiva de lançamento de candidatos a governador em 11 Estados e
aliança com o PMDB em outros 7. A lista de estados com articulações para
um acordo com o PMDB exclui o Ceará, onde o PT ratifica as negociações
com o PROS.
O PMDB, ao lado do PROS e PT, integra a
aliança que dá sustentação ao Governo Cid Gomes (PROS). Há, porém,
conflitos na corrida à sucessão estadual. O senador Eunício Oliveira se
lançou pré-candidato ao Palácio da Abolição e chegou a declarar que, com
ou sem o apoio de Cid Gomes, estará na disputa eleitoral. O secretário
de Saúde do Estado, Ciro Gomes, disse, porém, que o candidato do grupo
sairá do PROS, o que deixou Eunício Oliveira desapontado e, ao mesmo
tempo, mais distante de se tornar o nome apoiado pelos irmãos Ferreira
Gomes.
Cid vem aprofundando conversas com os
dirigentes regionais do PT. O interlocutor das articulações é o deputado
federal José Nobre Guimarães, que tem o controle do Diretório Estadual e
é pré-candidato ao Senado. Guimarães tem, também, o aval do comando
nacional do PT para priorizar a aliança com o PROS.
Uma reportagem do Jornal O Estado de São Paulo,
edição desta sexta-feira (21), confirma a preferência do PT pela
aliança com o PROS. De acordo com integrantes da legenda que deixaram o
encontro nesta tarde, o partido deverá ter candidatos ao governo em São
Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Rio Grande do Sul, Paraná, Piaui,
Bahia, Distrito Federal, Mato Grosso do Sul, Acre e Roraíma.
Quanto ao PMDB, segundo as informações da reportagem do Jornal Estadão,
o PT tende a apoiar a candidatura da sigla no Amapá, Pará, Sergipe,
Alagoas, Paraíba, Mato Grosso e Tocantis. O Diretório Nacional do PT
adiou a decisão sobre os rumos do partido nas eleições de Rondônia e do
Maranhão. No caso dos maranhenses, o PT está dividido entre apoiar um
nome indicado pelo clã Sarney ou se unir ao ex-deputado federal Flavio
Dino (PcdoB).
Em relação ao Ceará, a cúpula do PT
sinaliza que vai fechar com o PROS, do atual governador, Cid Gomes, e
não se aliará à candidatura do líder do PMDB no Senado, Eunício
Oliveira. A tendência é que a presidente Dilma Rousseff tenha um
palanque duplo (PROS e PMDB) na campanha à sua reeleição à presidência
da República.
A reportagem do Estadão reafirma
que nos s bastidores, Eunício Oliveira articula uma aliança informal
com o PSDB para não jogar a petista no palanque do candidato Cid Gomes.
Um chapa com os tucanos agradaria o presidente nacional da PSDB, senador
Aécio Neves (MG), que tenta emplacar nas próximas eleições o nome de
Tasso Jereissati para o Senado.
Fonte: Ceará Agora
Nenhum comentário:
Postar um comentário