Com a decisão do governador Cid Gomes de exonerar os secretários
estaduais com domicílio eleitoral em Fortaleza, a Assembleia Legislativa
sofrerá mudanças em suas bancadas partidárias. Isso porque três
deputados do PT que atualmente ocupam pastas na administração estadual
voltam ao Legislativo cearense. Com o retorno desses parlamentares,
alguns suplentes deixam a Casa e, dentre eles, está o atual líder
governista, Antônio Carlos (PT).
A informação recebida pelo
Diário do Nordeste é de que o secretário de Agricultura, Nelson Martins,
já ligou para a Assembleia perguntando sobre o seu gabinete. O petista,
que por quatro anos foi o líder do Governo de Cid Gomes em sua primeira
administração, se afastou da Casa devido ao fato de ter assumido a
Secretaria do Desenvolvimento Agrário (SDA).
Além de Nelson
Martins, devem retornar para a Assembleia os deputados Camilo Santana,
de Cidades, e Francisco Pinheiro, de Cultura. O governador tem ainda
dois parlamentares como secretários, o irmão, Ivo Gomes (PSB), seu chefe
de gabinete, e Mauro Filho (PSB), que desde a gestão passada, é titular
da Secretaria da Fazenda. Também deve deixar a pasta o secretário
Especial da Copa, Ferruccio Feitosa (PSB), que já anunciou sua vontade
de disputar, pelo PSB, a Prefeitura de Fortaleza.
Suplentes
No
momento, seis suplentes da coligação PRB/PT/PMDB/PSB ocupam cadeiras no
Legislativo estadual. Devido à volta de três secretários petistas, três
suplentes da coligação terão que deixar a Assembleia, além de mais um
suplente que também sai da Casa, devido ao término da licença do
deputado Neto Nunes (PMDB) ainda neste mês.
Com isso, deixam os
quadros do Legislativo estadual: Ana Paula Cruz (PRB), 6ª suplente;
Silvana Oliveira (PMDB), 5ª suplente; Mailson Cruz (PRB), 4º suplente, e
Antônio Carlos (PT), o terceiro suplente da coligação.
Até
ontem, o deputado Antônio Carlos afirmou que em momento algum o
governador Cid Gomes falou sobre exoneração de secretários. O
parlamentar disse não ver uma razão para isso acontecer. Na semana
passada, quando cogitada a possibilidade dele deixar a função de líder,
Antônio Carlos assegurou que não estava em seus planos sair da liderança
do Governo e que isso só ocorreria se o governador pedisse o cargo ou
se ele mesmo abrisse mão.
A mudança, no entanto, pode ser apenas de poucos dias, prazo de desincompatibilização para candidatos ao Executivo.
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