sábado, 14 de abril de 2012

Até para preservar o governador, saia Arialdo!



Em artigo no O POVO, deste sábado (14), o editor adjunto do Núcleo de Conjuntura do O POVO, Luiz Henrique Campos, sugere a saída do secretário-chefe da Casa Civil, Arialdo Pinho. Confira:
A decisão anunciada pelo Governo do Estado de rescindir o contrato com a empresa ABC, responsável pela operacionalização da concessão dos empréstimos consignados a servidores públicos estaduais, é correta, mas não encerra a polêmica iniciada desde setembro com as denúncias levadas a público pelo deputado estadual Heitor Férrer (PDT).
Durante mais esse longo episódio de desgaste do Governo Cid, muitas dúvidas ainda precisam ser esclarecidas quanto à questão da triangulação de empresas na operação dos empréstimos, principalmente no que diz respeito à possível tráfico de influência em relação a Promus e a CCI. Nesse aspecto, e até para que se resguarde o governo e o próprio chefe da Casa Civil, Arialdo Pinho, é imprescindível no momento que este se afaste de suas funções.
A medida, para além da investigação que o Governo promete para o caso, se faz necessária também pelo completo descaso com que Arialdo Pinho tratou a opinião pública e seus pares governamentais durante todo o processo. Até ontem, foram quase sete meses de denúncias sobre a participação do genro do chefe da Casa Civil no episódio sem que Arialdo Pinho se dignasse a prestar qualquer esclarecimento à sociedade sobre o caso envolvendo o protagonismo do seu genro no caso.
Nos tempos de hoje, quando se cobra transparência e ética na gestão pública, já seria de bom tom que o chefe da Casa Civil tivesse se afastado das suas funções desde quando começaram as denúncias, em vista de situação tão grave, para que não restassem suspeitas sobre a condução do processo de esclarecimentos. Nem fez isso, muito menos achou que caberia a ele prestar esclarecimentos.
Arialdo não só errou ao se calar como também ao tentar manter o status de homem forte da gestão, enquanto o Governo era sangrado diariamente na Assembleia e na imprensa. Se não faz parte do estilo de Cid Gomes demitir auxiliares, que Arialdo peça para sair. O que não pode é o governo ter em posto chave alguém morto politicamente.

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