“Os municípios brasileiros estão falidos”. Esse é o desabafo do prefeito de Acarape, Franklin Veríssimo
(PSB), ao ser questionado sobre a demissão de 100 servidores municipais
contratados e mais 41 de cargos comissionados. O “arrocho financeiro”
dado pelo Fundo de Participação dos Municípios (FPM), que vem assustando
gestores do país inteiro, chegou ao Ceará. De acordo com a presidente
da Associação dos Municípios do Estado do Ceará (Aprece), Adriana
Pinheiro (esquerda), o que está acontecendo em Acarape, é uma “febre” no
país inteiro. “Há uma crise financeira se instalando no Brasil devido à
isenção de impostos que houve no ano passado”, explicou.
Adriana se refere à prorrogação do imposto sobre produto
industrializado, o IPI, dados pela presidente Dilma Rousseff nos últimos
meses. “Esses descontos repercutiram diretamente nos cofres
municipais”, desabafou. O FPM é a principal transferência de recursos
que o Governo Federal repassa (por obrigação) aos municípios. A verba é
constituída por parte da arrecadação do país com tributos como o Imposto
de Renda (IR) e o Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI).
A presidente da Aprece garante, que em conversas com outros prefeitos, a
situação é a mesma, não há dinheiro suficiente para custear a receita
dos municípios. “Por isso, aconteceu em Acarape e acontecerá em outras
cidades. Se os prefeitos aumentarem o gasto com pessoal, que deve ser de
45% do total da folha municipal, o prefeito vira ficha suja”, explicou.
Em Acarape, além da demissão em massa, o gestor também encaminhou à
Câmara Municipal um projeto de lei que extingue cinco secretarias.
“Estamos resetando a Prefeitura. Além dos cortes, estamos buscando
conversar com todos os prestadores de serviço para reduzir valores de
contrato, para que a gente consiga custear a máquina”, finalizou.
Aqui Ceará
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