Os protestos levaram uma
multidão às ruas das maiores cidades do país. Os manifestantes
demonstraram insatisfação com Dilma e o PT, partido que governa o país
desde 2003. Muitos defenderam o impeachment da presidente que foi
reeleita com 54,5 milhões de votos em outubro de 2014.
Em São Paulo, o protesto
atraiu 210 mil pessoas para a avenida Paulista, segundo cálculos do
Datafolha. O resultado contradiz estimativas da Polícia Militar, que
falou em mais de 1 milhão de pessoas. Foi a maior manifestação política
na capital paulista desde a campanha das Diretas Já, em 1984. A maioria
foi às ruas vestida de verde e amarelo.
Houve protestos em pelo menos 160 cidades de todos os Estados, incluindo
Brasília e 25 capitais. Na capital federal, cerca de 45 mil se
concentraram na Esplanada dos Ministérios e em frente ao Congresso
Nacional, que teve o espelho d´água ocupado por alguns manifestantes,
segundo informações da Polícia Militar, que mobilizou um efetivo de 1,6
mil homens ontem.
Estimativas feitas pela PM nos Estados ao longo do dia, com critérios
menos confiáveis que os do Datafolha, sugerem que as manifestações
atraíram 1 milhão de pessoas em São Paulo e cerca de 1,7 milhão nas
capitais. Os protestos têm mantido caráter pacífico.
Vestidos com as cores da bandeira brasileira, manifestantes foram às
ruas reclamar principalmente da corrup- ção, em meio ao escândalo
bilionário na Petrobras investigado pela operação Lava-Jato, e problemas
econômicos enfrentados pelo Brasil.
Panelaço
No início da noite de ontem, o governo enfrentou novo constrangimento.
Moradores de São Paulo e de outras cidades, inclusive Fortaleza, foram
às janelas de seus apartamentos vaiar, gritar e bater panelas ao ver na
televisão o ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, e o chefe da
Secretaria-Geral da Presidência, Miguel Rossetto, destacados pela
presidente para comentar as manifestações e defender o governo em
entrevista coletiva.
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