Ao ser identificado como o carcereiro "Camarão", Antônio foi levado à força à Polícia Federal em Fortaleza, onde prestou depoimento e reconheceu ter atuado como o "vigia da casa", mas disse desconhecer o que passava no interior do imóvel.
A existência de Camarão foi revelada por Inês Etienne Romeu, militante da Vanguarda Popular Revolucionária e única presa política a deixar a casa com vida. Em 1979, ela prestou depoimento sobre o tempo que passou presa no local, entre maior e setembro de 1971, período no qual sofreu torturas psicológicas e físicas, e, segundo depoimento, foi “estuprada duas vezes por ‘Camarão’, obrigada a limpar a cozinha completamente nua, ouvindo gracejos e obscenidades, os mais grosseiros”.
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