Vítima!
É assim que se acha o ex-presidente do Tribunal de Contas do
Estado(TCE) do Ceará, conselheiro afastado, Teodorico Meneses.
Envolvido no escândalo dos banheiros, Teodorico não consegue reassumir
seu cargo no TCE e para evitar novas complicações fez um acordo verbal com o governador Cid Gomes.
Os termos
eram bons tanto para Teodorico quanto para o Abolição. O governador Cid
se comprometeu a assegurar votos suficientes para garantir a reeleição
do deputado Teo Meneses(DEM) a um novo mandato na Assembleia Legislativa
do Ceará. Em contrapartida, Teodorico Meneses sustaria sua guerra
jurídica e daria entrada em seu pedido de aposentadoria antecipada. Com
isso, o Governador ficaria com uma vaga para indicar um nome de sua
confiança para o TCE cearense.
Tudo
caminhava bem, tanto que o Abolição liberou o prefeito de Lavras da
Mangabeira, Dr Tavinho para apoiar a reeleição de Teo Meneses. Três
semanas atrás, numa atitude surpreendente, o prefeito rompeu o acordo e
anunciou que passaria a votar em Heitor Férrer. Levado o problema para
os coordenadores políticos do Governo Cid, nada foi resolvido. E também
não foram cumpridos os outros termos do acordo fechado entre Cid e
Teodorico Meneses.
Cansado de
esperar, Teodorico Meneses resolveu romper com o Palácio do Abolição.
Decidiu que não dará mais entrada no pedido de aposentadoria. E seu
filho, o deputado estadual Teo Menezes, anunciou apoio à candidatura de
Eunício Oliveira, na última sexta-feira (1), em palanque na cidade de
Horizonte (40km de Fortaleza).
Com essas
decisões, perde o governador Cid sua vaga no TCE do Ceará. Esse lugar
estava reservado para alguém de sua escrita confiança que tanto poderia
ser o deputado estadual Nelson Martins, o deputado federal João Ananias
ou até mesmo premiar o deputado Mauro Filho, caso ele não venha a se
eleger senador na corrida eleitoral contra Tasso Jereissati.

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