A cada encontro realizado entre os partidos que formam a base de
sustentação do Governo do Estado, alguns dirigentes partidários
demonstram insatisfação pelo atraso na definição de qual será o nome
escolhido para representar a aliança na disputa pelo Governo do Estado.
Os pré-candidatos do PROS defendem, no entanto, a postura de Cid Gomes
ao negarem que a indefinição esteja provocando algum tipo de desvantagem
na corrida pelo cargo de governador.
O vice-governador Domingos Filho, um dos nomes que compõem a lista de
pré-candidatos do PROS, alega que, como a legislação eleitoral proíbe
qualquer um de iniciar a campanha, não há vantagem em antecipar a
definição da candidatura. "Se o PROS decidir hoje quem é o candidato,
ele não pode ir para as ruas pedir voto. Então, qual a vantagem que
teria essa candidatura se ela não pode ser exposta? Por isso, é melhor
deixar para o momento adequado", diz.
Domingos Filho classifica, no entanto, a pressão dos partidos aliados
como uma ânsia natural. O vice-governador ressalta que as opiniões de
dirigentes partidários refletem a cobrança dos militantes, que se sentem
em desvantagem por ainda não terem um nome para defender, enquanto
outras legendas já revelaram mais claramente as intenções durante o
próximo pleito.
Persistência
O deputado estadual Mauro Filho (PROS), outro pré-candidato ao Governo,
corroborou com Domingos Filho ao negar uma possível desvantagem com a
indefinição. Na avaliação dele, a persistência do impasse de qual será o
nome lançado pela aliança é somente uma ânsia da classe política e da
imprensa e, por essa razão, apontar a candidatura nesse momento não
traria nenhum benefício para a disputa.
"72% da população cearense não está pensando em política. Quem pensa em
política são os políticos e a imprensa. O resto é conversa fiada. As
pessoas estão preocupadas com o preço da tarifa de ônibus, com a casa
para morar, com o empregos para ganhar o salário e sobreviver. Ela só
vai pensar em nome de julho para frente", defendeu.
Mauro Filho revelou que já conversou com 10 ou 12 partidos que fazem
parte da base de sustentação sobre o processo eleitoral e disse não ter
ouvido reclamações sobre o atraso na definição do nome que será lançado.
Ele acredita que a maioria tem a noção de que mais importante para a
sucessão estadual é definir o programa de Governo.
Na opinião de Mauro, a estratégia do governador é, na verdade, uma
vantagem para a disputa. "Então, a primeira segurança em um embate
político é saber o que as pessoas vão fazer".
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