Josias de Souza (Blog)
Dilma
adora Cabral; que apoia Pezão; que é rival de Lindbergh; que se uniu a
Romário; que é companheiro de Campos; que esculhamba Dilma; que polariza
com Aécio; que é tucano como Alckmin; que abriu o palanque para Campos;
que é unha e cutícula com Lula; que pega em lanças por Dilma; que
deseja que Aécio e Campos se danem.
Convém
retirar as crianças da sala. Como sucede em todo ano eleitoral, os
partidos se excitam com a proximidade do prazo final das coligações. A
suruba vai até o dia 30 de junho. Nessa fase, o noticiário político só
devia ser exibido na tevê de madrugada. Revistas e jornais deviam ser
enviados à banca ou à casa do assinante num saco de plástico escuro, com
um aviso na capa: proibido para menores de 80 anos.
Vive-se
uma daquelas fases pornográficas em que ninguém é inimigo de ninguém.
Vivo, Tim Maia gritaria: ‘Vale tudo’. Convencionou-se dizer que o
eleitor brasileiro não sabe votar. Se for verdade, ele jamais vai
aprender num ambiente em que o oportunismo almoça com a conveniência, o
marketing janta com o tempo de TV e o interesse público vai para a cama
com a desfaçatez.

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