Embora a própria Marina possa lançar seu nome na disputa contra Dilma Rousseff, a criação de uma legenda não se faz da noite para o dia e, neste ano, a ex-ministra se dedicará ao recolhimento de pelos menos 500 mil assinaturas para o processo, não sobrando tempo o suficiente para se promover rumo a uma disputa majoritária em nível nacional. Dessa forma, é possível que Marina e seu partido não tenham fôlego para pleitear o Palácio do Planalto.
Não se sabe exatamente o que esteve em pauta no encontro entre Campos e Sirkis, que também contou com a presença do secretário estadual de Meio Ambiente, Sérgio Xavier. Porém, não está descartada a hipótese de Eduardo Campos ganhar uma aliada de “peso”. De todo modo, os articuladores da criação da nova legenda já estão estudando o melhor caminho a ser percorrido pelo futuro partido em 2014.
Para Eduardo Campos, a aliança pode ser benéfica por dois motivos. Primeiro porque Marina Silva é uma liderança nacional, além de ser tida como uma das maiores ativistas do mundo na luta pela preservação ambiental. A ex-ministra do Meio Ambiente aumentou sua popularidade após se candidatar à presidência em 2010, quando foi derrotada por Dilma e pelo tucano José Serra, mas ficando em terceiro lugar, com significativos e inesperados 20 milhões de votos – a petista foi eleita com 55 milhões e o tucano teve 43 milhões. O segundo motivo é que Eduardo, embora tenha recebido prêmios internacionais e é o governador mais popular do País, não conseguiu fazer da preservação ambiental uma marca de sua gestão.
De qualquer maneira, tanto o governador como a ex-ministra têm um discurso em comum na medida em que pregam a necessidade de haver uma renovação na política brasileira – lembrando que Marina deixou o ministério do Meio Ambiente em 2008, pasta que comandava desde 2003, por desentendimentos com setores do governo, sobretudo o agronegócio. Na época, a ex-verde era tida como uma ministra que “atrasava” as licenças ambientais para obras estruturadoras e, portanto, apresentava entraves ao crescimento econômico.
Em meio às especulações de que Campos poderia ser vice da presidente Dilma, que deve tentar a reeleição, agora surge outra possibilidade no xadrez político para 2014. O fato é que, se for concretizada uma chapa com Eduardo Campos e Marina Silva daqui um ano, Dilma pode até comandar o Planalto por mais quatro anos, mas, em tese, se reeleger será uma tarefa mais difícil do que os petistas imaginam.
Brasil 247
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