Segundo avaliação do Sindicato dos Revendedores de Combustível do Ceará (Sindipostos), o problema deve-se ao crescimento da demanda nesse período do ano, intensificada pela campanha eleitoral; limitações nos tanques das distribuidoras; e atraso de navio que trazia combustível para o Ceará.
Os donos de postos, temendo a falta de combustível por vários dias, anteciparam o envio de caminhões tanques para os terminais em Fortaleza e em outras bases de distribuição de diesel e gasolina. O problema temporário de desabastecimento ocorre nos postos sem bandeira, isto é, livre, aqueles que não têm contrato de compra e venda com as distribuidoras.
A entrega de combustível para os caminhões tanques ocorre por conta das distribuidoras que ficam instaladas em uma área atrás do Porto do Mucuripe, em Fortaleza. A Companhia Docas do Ceará (CDC) esclareceu que o Porto de Fortaleza não tem responsabilidade sobre essa situação. De acordo com informações da Assessoria de Imprensa da CDC, atualmente, o Porto conta com dois berços para atracação de navios de derivados de petróleo, responsável hoje por 50% da operação.
Essa descarga acontece por meio de dutos, que seguem do navio direto para o parque de tancagem que fica na retroárea do Porto, no bairro Mucuripe.Dessa forma, a fila de caminhões tanques ocorre em área anexa ao porto e em virtude da capacidade da tancagem que fica na retroárea. A tancagem é administrada pela Petrobras. A assessoria de Imprensa da BR Distribuidora informou que a distribuição de combustíveis para a rede de postos autorizados está regular e normal e esse quadro deve se manter para os próximos dias. A mesma assessoria informou que não há atraso ou falta de combustíveis na rede de postos na Capital e no Interior do Ceará. Nos últimos dois dias, a situação começou a se normalizar nos postos da região Centro-Sul.
A preocupação, entretanto, permanece entre os donos de postos de gasolina, uma vez que muitos trabalham no limite. "Quando o tanque está secando, o caminhão chega e é um alívio porque nenhuma empresa quer deixar de atender os seus clientes", disse o empresário Francisco Oliveira.
O empresário Miguel Weima Bezerra, disse esperar que a situação seja normalizada ainda esta semana e reclamou que os postos que não têm bandeira, ou seja, que não integram a rede de alguma distribuidora, enfrentam maiores dificuldades.
"O meu caminhão foi para o Estado do Rio Grande do Norte atrás de gasolina". Em outra oportunidade, há cerca de um mês, Bezerra já foi pegar combustível em Pernambuco e na Bahia em um esforço para evitar a falta do produto para os seus clientes.
Bezerra criticou a falta de estrutura no setor de distribuição de combustível nos terminais em Fortaleza e a falta de investimento e de ação da Petrobras para resolver o problema da falta e do atraso na entrega de diesel e de gasolina para o Interior.
Nenhum comentário:
Postar um comentário