quarta-feira, 11 de abril de 2012
Comoção e revolta no velório das vítimas
Os corpos de Alessandra Melo Viana, 24, e Maria Simone Leite da Silva, 31, chegaram, a Juazeiro do Norte, no início da madrugada de ontem e foram recebidos em clima de comoção por parentes e amigos. Elas morreram por volta das 05h40min de segunda-feira em um acidente com ônibus da Empresa Guanabara, na Rodovia do Algodão, entre os municípios de Iguatu e Acopiara.
O coletivo, com 42 passageiros, caiu em uma ribanceira de 10 metros de altura, quando outras 12 pessoas saíram feridas. Além de lamentarem o ocorrido, as pessoas cobravam empenho das autoridades para descobrirem as verdadeiras causas do acidente e punirem, se for o caso, os responsáveis pela tragédia.
Alessandra cursava Saneamento Ambiental na Fatec Cariri e o velório aconteceu na casa de sua avó, na Rua São Geraldo, 173 (Bairro Franciscanos). O sepultamento aconteceu às 16 horas, no Cemitério Anjo da Guarda, após missa de corpo presente. A avó dela, Maria Eunice de Alcântara, 76, vinha no ônibus e saiu ferida, sendo socorrida para o hospital de Acopiara, mas foi transferida para o Hospital de Fraturas de Juazeiro. A segunda vítima fatal do acidente, Simone Leite, 31, estava grávida de sete meses e o velório aconteceu na Rua João Marcelino, 201 (Bairro Pio XII) e o enterro ocorrendo às 15 horas, no Cemitério São João Batista. Há duas semanas ela estava em Fortaleza, visitando o marido internado por complicações cardíacas e em uma fila de espera por transplante de coração. De acordo com informações de parentes, Simone era para ter retornado a Juazeiro, há uma semana e não o fez, por conta de sua filha de oito anos ter sido acometida de catapora. Como estava grávida, os médicos desaconselharam proximidade com a menor doente, sob os cuidados da avó. Esta chegou, inclusive, a manter contatos, no último domingo, com Simone pedindo a ela que viesse de Fortaleza durante o dia, julgando que seria uma viagem mais segura. As últimas palavras foram de que a passagem já estava comprada para as 23 horas daquele dia e não podia voltar atrás.
Revolta e destruição
O acidente envolvendo o ônibus da empresa Guanabara, que tombou na CE-060, entre Iguatu e Acopiara, na última segunda-feira, gerou revolta em um familiar de uma das vítimas. Gilberto de Souza, irmão da vítima, José Alberto de Souza, que teve a mão decepada e feriu, gravemente, o outro braço, no incidente, foi preso, sob acusação de ter quebrado a estrutura do escritório da agência de ônibus, em Iguatu.
Segundo o policiamento, Gilberto de Souza quebrou computadores, vitrines e aparelhos telefônicos. Clientes e funcionários da empresa ficaram assustados com o comportamento de fúria do acusado. “Por coincidência, fui deixar meu pai no guichê da empresa e me deparei com o tumulto ocasionado pelo infrator. Em seguida, acionei reforço onde conseguimos evitar algo maior”, disse o cabo Corpo de Bombeiros P. Neto.
Gilberto de Souza tem 39 anos, trabalha como mestre de obras, e é natural de Apodi (RN), mas atualmente reside em Quixadá. Segundo ele, seu irmão vinha de viagem para trabalhar. Sobre o motivo que o levou a cometer o ato, disse: “Estou muito revoltado pelo que aconteceu, não só com o meu irmão, mas com todos os outros passageiros, que vinham no ônibus. Tentei apenas conversar e procurar alguém que pudesse auxiliar meu irmão”. Gilberto foi conduzido à Delegacia Regional de Polícia Civil de Iguatu, onde foi ouvido pela autoridade competente.
Por sua vez, José Alberto de Souza, devido à gravidade dos ferimentos, encontra-se em um hospital de Fortaleza. Um total de 42 passageiros viajavam no coletivo que fazia o trajeto Fortaleza – Juazeiro do Norte e duas pessoas morreram. A Empresa Guanabara informou que enviou, ao local, equipes de Iguatu, Fortaleza e Juazeiro do Norte para prestar assistência aos passageiros e apurar as causas do acidente. (Com informações do portal Iguatu.net)
Assinar:
Postar comentários (Atom)

Nenhum comentário:
Postar um comentário